Sínodos Vale do Itajaí e Norte Catarinense - 24 de outubro de 2017
Abril 2016

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Edição - Julho 2003

Opinião

Igreja rural - Igreja urbana

A história da nossa igreja no Brasil iniciou em 1824, com a vinda dos primeiros imigrantes que fundaram as comunidades de Nova Friburgo (RJ), no dia 3 de maio, e São Leopoldo (RS), em 25 de julho. O dia 25 de julho é comemorado como o dia do colono e teve grande aceitação em nossas comunidades porque estas eram formadas por agricultores. Novas levas de imigrantes fundaram Santa Isabel, Blumenau, Joinville, Brusque e muitas outras localidades em Santa Catarina e em outros estados. As comunidades surgiram ao natural, a igreja era a continuação da igreja que conheciam em sua terra natal. Todas elas tinham em comum que eram formadas por agricultores, eram comunidades rurais, muitas vezes distantes de centros maiores e isoladas umas das outras. Na metade do século passado, éramos uma igreja eminentemente rural. Havia exceções, é claro. Basta lembrar o pioneirismo industrial de Joinville, Brusque, Blumenau, Jaraguá do Sul. Hoje somos uma igreja, cuja absoluta maioria de seus membros, reside em cidades. Houve grande migração interna. E já em 1972 a direção da IECLB se tinha dado conta deste fenômeno migratório e decidiu, no Concílio Geral, realizado naquele ano em Panambi (RS), que iria acompanhar seus membros para onde estes estavam migrando. Isto significou, concretamente, que pastores deveriam ser motivados e enviados tanto para as novas fronteiras agrícolas, especialmente para Rondônia, como para as metrópoles. Os pioneiros, que se deixaram enviar para a missão suburbana e para Rondônia, vivem hoje em Santa Catarina. O pastor Friedrich Gierus foi para a “selva de pedra”, na área suburbana de Curitiba, e o Pastor Geraldo Schach foi para a “selva amazônica”, em Rondônia. Mas a migração não terminou. Milhares de pessoas continuam migrando, tanto da área rural como de cidades. Buscam oportunidades de trabalho e de vida. O governo do Estado está atento para esta realidade. Está fazendo planejamentos que visam facilitar a vida no campo para 110 mil famílias. A grande preocupação é a “litoralização”, o movimento migratório do Centro, do Norte, do Oeste e do Sul para o litoral catarinense. É também um desafio permanente das nossas comunidades urbanas, saberem receber, com carinho, os seus novos moradores, especialmente aqueles da mesma Igreja.

P. Meinrad Piske

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