![]() | Sínodos Vale do Itajaí e Norte Catarinense - 25 de maio de 2013 | ![]() |
Edição - Setembro 2011
Um grupo de 45 pessoas, das comunidades de Rega e Testo Alto, em Pomerode (SC), esteve por oito dias em visita a cidades do Espírito Santo e a Porto Seguro. Ponto forte da viagem foi a visita a comunidades da IECLB na região pomerana capixaba. O objetivo foi promover o intercâmbio entre as comunidades de imigração pomerana no Brasil.
O grupo foi acolhido festivamente em Domingos Martins, Santa Maria de Jetibá e Lajinha do Pancas, com apoio das respectivas secretarias de cultura e turismo, bem como de pastores e pastoras locais. “Em Domingos Martins, após sermos recebidos e gentilmente conduzidos pela gerente de cultura, a Prof.ª Hilda Braun, e o historiador Sr. Velten, o destaque foi o encontro com a comunidade em Melgaço, onde o P. Anivaldo Kuhn nos recebeu na igreja com palestra, canto coral, trombonistas, seguido de comes e bebes no salão comunitário e música de concertina”, diz em seu relato o pastor Aldo Beskow, coordenador da viagem. “Chamou-nos atenção a simplicidade, a união, a cordialidade das pessoas e o apreço pela cultura pomerana, a começar pela preservação do plattdütsch”, completa.
Em Santa Maria de Jetibá, após recepção pelo prefeito e secretária da cultura e tour pela cidade, aguardava um concerto de trombonistas na Rua do Artista. Significativa foi a participação no culto eucarístico com igreja cheia, presidido pela pastora Argéli Karsburg, no domingo de manhã.
Em Pancas, onde está o “Mar de Pontões Capixaba” – elevações graníticas de mais de 700 metros de altura semelhantes ao Pão de Açúcar carioca e ainda não descobertas pelos turistas –, o destaque foi a recepção na pomerana Lajinha do Pancas. Lá o grupo foi acolhido por danças folclóricas e pela secretária da educação, Vanilda Dettmann, que é representante nacional dos pomeranos, em Brasília.
Riquíssima foi a experiência em termos de contatos, estímulos e aprendizado. “Em conversa com o pastor local Ênio Fuchs, notei que é avançada a reflexão sobre cidadania e identidade pomerana na região”, destaca Beskow. Segundo Fuchs, a sobrevivência da comunidade tradicional local está ligada à preservação da propriedade, da terra e dos valores culturais.
“Estamos convencidos de que podemos nos animar mutuamente, aprender uns dos outros sobre cultura, cidadania, economia e igreja, como comunidades e pessoas que se desenvolveram em diferentes contextos, mas têm origem e identidade comum”, estima Beskow, prevendo mais viagens.
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