Sínodos Vale do Itajaí e Norte Catarinense - 2 de setembro de 2014
Agosto 2014

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Edição - Junho 2004

Geral

Obrigado, Senhor, pelo pão de cada dia

Oculto de ações de graças pela colheita é um costume antigo de nossas paróquias.

Coloca-se sobre o altar oferendas, como legumes, frutas, verduras e produtos industrializados. Após o culto, estes produtos são leiloados e o lucro é destinado para entidades fora da comunidade. A IECLB destinou o dia 27 de junho como o dia do Culto de Ações de Graças pela colheita, neste ano de 2004.

O sentido deste culto especial é agradecer a Deus pelas dádivas da criação. É a festa do primeiro artigo do Credo Apostólico. Não realizamos uma festa para Baal, nem honramos as forças e poderes da natureza e, sim, agradecemos ao Criador, Pai de Jesus Cristo, pelas suas dádivas. É como nos diz o Salmo 145.15 e 16: “Em ti esperam os olhos de todos e tu, a seu tempo, lhes dás o alimento. Abres a tua mão e satisfazes de benevolência a todo vivente.”

[b]Lições da gratidão[/b]

O Culto de Ação de Graças nos ensina:
[b]a) Lembra que Deus ainda hoje é o Senhor absoluto da criação.[/b]

Notamos este fato ainda hoje em nossa agricultura. Apesar da tecnologia e de todo o desenvolvimento, percebemos que o homem não tem o domínio absoluto sobre a criação. Basta uma estiagem para dar quebra na safra. Basta uma peste ou doença no rebanho para ameaçar toda a produção. É só lembrar a gripe do frango na Ásia. Uma quebra em qualquer parte do mundo afeta o nosso bolso. E, mesmo que se descubra soluções técnicas para os problemas atuais, outros virão.

Estas ameaças são sinais claros de que Deus nos quer abrir os olhos. Quer nos fazer ver que o sucesso ou fracasso dependem do Senhor. O nosso alimento não é algo tão normal e toda a boa colheita é dádiva de Deus.

[b]b) Culto de Ação de Graças lembra que Deus cria, do nada, e as pessoas transformam.[/b]

A nossa colheita é dádiva de Deus. Esta dádiva de Deus tornou-se o pão nosso de cada dia por meio do empenho de muitas pessoas que beneficiaram, transportaram o nosso alimento. Muitas pessoas trabalharam no tijolo de nossa casa, no ferro de passar roupa, na nossa vestimenta. Celebrar o “Culto de Ações” é agradecer a Deus pelas suas dádivas, mas também nos lembra de todas as pessoas que trabalharam para que pudéssemos viver.

[b]c) Comemorar o Culto de Ações de Graça é lembrar que Deus agracia a humanidade pecadora.[/b]

Deus não quer ser somente o criador, e sim, o Senhor sobre as suas criaturas. Ele torna-se o Senhor quando a sua vontade é obedecida e seu amor é vivido. A Bíblia nos diz: “Porque é mau o desígnio íntimo do homem desde a sua mocidade” (Gênesis 8.12).
Celebrar o culto de Ação de Graças pela colheita é alegra-se com o Pai Celeste que faz nascer o seu sol sobre os maus e bons e vir chuvas sobre justo e injustos. É lembrar-se também que em Cristo, Ele nos dá o pão da vida, e quer que nosso Salvador dê sentido ao nosso viver.

É fundamental nos lembrarmos daquele Deus que, apesar do pecado, ama e cuida de seus filhos e é fiel no seu proceder.

[b]Conseqüências[/b]

[b]a) Amar a Deus.[/b]

<div>Agradecer pelas dádivas da natureza e pela bênção de Deus à colheita é tradição antiga nas comunidades</div>

O Culto de Ações de Graças pela colheita quer fazer com que amemos o Senhor de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e de todo o nosso entendimento. Deus que nos mantém, que nos agracia, apesar do nosso pecado merece a nossa confiança. Ele merece a nossa reverência, nosso agradecimento. Por isto mesmo em nossas comunidades deveríamos acentuar a responder ao amor do Pai Celeste. É ótima oportunidade para despertar a nossa confiança naquele Deus que nos ama, apesar de não o merecermos.

[b]b) Amar ao próximo.[/b]

Amar a Deus é amar ao próximo. É sair do isolamento, é ver as necessidades do semelhante. É viver levando o amor de Deus aos outros. Agradecer a Deus é ser libertado da ganância, da mania de se promover à custa dos outros. O amor de Deus nos liberta para repartir e compartilhar com outros. Agradecer a Deus é se lembrar dos necessitados, é olhar para o alto e olhar para o lado, enxergando no outro o irmão e a irmã.

Precisamos rever a nossa velha mania de cair em cima dos outros, de querer melhorar o nosso cartaz à custa do esforço do nosso próximo. Agradecer a Deus é abrir a nossa mão, pois somos amados pelo Senhor.

[b]c) Agradecer a Deus é ter auto-estima[/b]

É saber que Deus vai cuidar de nós. Somos exemplar único na história da criação de Deus. Precisamos aprender a nos valorizar. Muitas vezes nos tornamos azedos, amargurados e esquecemos que somos projeto único e exclusivo do nosso Criador.

Não precisamos mais nos autojustificar e nem nos promover à custa dos outros. Deus nos adquiriu por um preço muito alto. Jesus nos justificou, somos chamados para sermos salvos.

Lembramos ainda que temos um valor excepcional. Somos chamados a ser a morada de Deus, templo do Espírito Santo. Lembrando que Deus faz nascer o sol sobre justos e injustos e que em seu amor cuida de nós, saberemos do nosso valor.

Se sabemos que Deus nos ama e cuida de nós estamos habilitados e capacitados a amar a Deus, ao próximo e a nós mesmos.

P. Elmo Rasveiler, Blumenau/SC

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EDIÇÃO • Ago/2014

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