O injusto em mim

O ser humano, enquanto vive na carne, carrega fragilidades, desejos e inseguranças que moldam suas escolhas diárias. Essa condição o torna vulnerável ao medo da dor, da perda e da rejeição. Muitas vezes, não é a maldade em si que conduz suas decisões, mas o instinto de autopreservação. É nesse terreno frágil que a corrupção encontra espaço para se desenvolver.
Para fugir do sofrimento, o erro passa a ser aceito como estratégia. A corrupção é vista como meio de proteção, vantagem ou sobrevivência. Relativizam-se valores, silenciam-se consciências e justificam-se desvios. O medo acaba falando mais alto do que a verdade.
A Bíblia é clara ao revelar essa tensão: "Porque a inclinação da carne é morte, mas a inclinação do Espírito é vida e paz" (Romanos 8:6). Quando a carne governa, o mal deixa de causar indignação. O errado se torna comum, e o injusto passa a ser tolerado. Assim, a corrupção se instala como prática aceitável.
Mas essa condição não precisa ser permanente. Reconhecer a fragilidade humana é o primeiro passo para a transformação. Não é fácil escolher a verdade, especialmente para aqueles que estão presos apenas a este mundo, que jaz no maligno (1 João 5:19); porém, para os cidadãos de dois mundos, reconciliados com o divino, não há dúvidas quanto à escolha.
Geraldo ESTEVÃO
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